O prestigiado evento francês vai contar com mais de 1.000 veículos em exposição e acolher mais de 600 expositores internacionais e perto de 130.000 visitantes.
A Lancia irá estar presente no evento através do departamento Stellantis Heritage. Fundada em 2015 com o objetivo de proteger e promover o património histórico da Alfa Romeo, Fiat, Lancia e Abarth, cumpre a sua missão através da participação em eventos do setor e da oferta de serviços dedicados aos fãs e proprietários de veículos clássicos das marcas de automóveis italianas do Grupo.

Faz 40 anos que o Rally 037 venceu o Campeonato do Mundo de Ralis
Desenvolvido com base no Beta Montecarlo, o Lancia Rally 037 não foi concebido para ser produzido em grande escala, produzindo-se as unidades estritamente necessárias do modelo de estrada para efeitos de homologação no Mundial de Ralis. Tendo sido apresentado em 1982, no Salão Automóvel de Turim, foram produzidas 200 unidades para garantir o acesso ao Grupo B, mas apenas 53 foram preparadas para competição.
A sua estreia no Rali Costa Esmeralda ocorreu em abril de 1982, passou, depois, a competir oficialmente a partir da época de 1983, envergando as cores da equipa oficial “Lancia Martini Racing”.
O 037 dominou o Campeonato do Mundo desde a sua primeira prova, com a vitória de Walter Röhrl no Rali de Monte Carlo. No final da temporada, apesar da feroz concorrência do novo Audi Quattro de tração integral, a Lancia conquistou o Campeonato do Mundo de Construtores, terminando no segundo lugar no Campeonato do Mundo de Pilotos, bem como nos campeonatos europeu e italiano de ralis.
Equipado com um motor de quatro cilindros, com dupla árvore de cames e injeção de combustível, cuja potência variava entre os 260 e 305CV em função da cilindrada do motor (entre 1995 a 2111 cc), o Rally 037 revelou ser um automóvel leve, ágil, de elevado desempenho, com níveis superiores de motricidade e comportamento dinâmico. Tal foi possível também graças à sua estrutura original híbrida, monobloco e tubular, “adaptada” pelos especialistas da Pininfarina, que desenvolveram uma carroçaria agressiva e elegante, capaz de conferir uma significativa carga aerodinâmica ao solo. Para atingir a máxima eficiência, a carroçaria foi concebida em poliéster com reforços de fibra de vidro, tendo o capô e o portão traseiro sido desenhados para rápida desmontagem. Os interiores minimalistas e racionais eram a quintessência da competição. Apresentava, também, alguns apêndices aerodinâmicos, incluindo um spoiler traseiro.



