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Uma Roadtrip cheia de onda

A surfista e praticante de yoga Ambre e o fotógrafo e cineasta Aljaz viajaram por Portugal visitanto monumentos histórios e procurando os spots com as melhores ondas.

A primeira paragem aconteceu no Palácio de Monserrate, em Sintra. m 1858, Sir Francis Cook, Visconde de Monserrate, mandou construir o palácio e fez dele a sua residência de verão. O arquiteto James Knowles implantou o edifício sobre as ruínas de um castelo neogótico em terrenos pertencentes à Ordem de Monserrate. O palácio romântico foi elogiado, entre outros, por Lord Byron em seu poema Childe Harold's Pilgrimage, e também foi a casa do escritor inglês William Beckford. Desde 1949 que o palácio é propriedade do estado e em 1995 foi inscrito na Lista do Património Mundial da UNESCO, juntamente com toda a zona envolvente de Sintra, como local de enorme valor histórico.
Fotos: Skoda/ Direitos Reservados
A poucos quilómetros de Monserrate, a caminho do Guincho, fica o Cabo Da Roca, o ponto mais ocidental da Europa continental. Ao lado do farol, numa falésia a cerca de 140 metros acima do Atlântico, existe um monumento esculpido com as coordenadas geográficas do local “onde a terra se acaba e o mar começa”, como dizia o poeta Luís de Camões.
Foto: Skoda/Direitos Reservados
O cabo da Roca, conhecido dos antigos romanos, situa-se a cerca de quarenta quilómetros a oeste de Lisboa e a dezoito quilómetros do parque natural da Serra de Sintra

A terceira paragem é na pequena vila da Ericeira a cerca de cinquenta quilómetros a norte de Lisboa. Ruas estreitas de paralelepípedos, casas típicas, lojas de todos os tipos, cheiro de frutos do mar grelhados de dar água na boca e velhos bebendo seu cafezinho. Em todos os lugares está infundida uma longa tradição de pesca oceânica. Não é por acaso que este é um local de surf de renome – na verdade, não é errado chamá-lo de capital europeia do surf. Com cerca de quarenta praias famosas como os Coxos e Ribeira D´Ilhas.

Foto: Vista panorâmica da Ericeira – Reserva Mundial de Surf

A viagem de Ambre – Victoire e Aljaz prossegue até Óbidos. Com as suas enormes fortificações, o centro histórico da vila medieval de Óbidos não deixa os seus visitantes indiferentes pela sua beleza. O nome significa fortificação, pois vem do latim oppidum. O local é um dos destinos preferidos dos noivos. No século XVIII o rei D. Dinis deu-o à sua recém-casada esposa Isabella e ficou a pertencer à Casa das Rainhas. Na gastronomia local, destaca-se a caldeirada de peixe da Lagoa de Óbidos, ainda melhor se acompanhada pelos vinhos da região. Não podemos deixar de referir a célebre Ginjinha de Óbidos, que se pode apreciar em vários locais, de preferência num copinho de chocolate.

Foto: Skoda/D.R

A nossa dupla termina a primeira etapa da viagem à Península Ibérica com um recorde mundial. Segundo o Guinness Book of World Records, foi na Nazaré que se surfou a maior onda de sempre: tinha quase 25 metros de altura. Após o feito conseguido por Garrett McNamara, atualmente a vila é uma das mecas do Surf a nível mundial.

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