Oiço amiúde pessoas falarem com carinho, amor até, de determinados lugares, lugares que fizeram parte da sua infância, adolescência ou vida adulta, lugares a que regressam sempre que podem ou que, sendo tão distantes que não podem lá voltar, recordam com saudade, lugares especiais que se tornaram parte da sua identidade, daquilo que são.
Há um ror de lugares especiais na minha identidade. A Serra de Sintra é um deles. Lembro-me muito bem de, em miúdo, ir à serra de Sintra com o meu pai e avô apanhar lenha ou pinhas. Ou de fazer picnics com a família toda ali perto da Lagoa Azul depois de uma manhã a banhos nas águas geladas da ventosa praia do Guincho. (a praia mais bonita do mundo)



Regresso à Serra de Sintra, onde tenho muitos lugares preferidos, sempre que posso. Hoje, visitei as Pedras Irmãs. Quando cheguei, as Irmãs encontravam-se encobertas por uma densa bruma, o que é habitual neste lugar. Uma consequência de ventos húmidos de noroeste que condensam quando em contacto com o denso manto verde, acabando por formar um fenómeno característico dos cumes da Serra de Sintra.
«Hoje, a Serra pôs o capacete», lembro-me de ouvir dizer desde que me conheço. A neblina dissipou-se pouco depois da minha chegada. Heras cobrem o chão e trepam pelos troncos das árvores, compondo um cenário misterioso e mítico. Caminhei entre as árvores e subi às Pedras Irmãs, onde me detive a observar e a respirar o lugar. Um prazer natural, simples.

Como chegar de carro: partindo de Sintra pela EN 247 no sentido de Colares, seguir em direção ao Cabo da Roca; passar o Pé da Serra e avançar até poucos metros antes do desvio para a Azóia, onde se segue, à esquerda, o caminho da Peninha. Eu cheguei lá num Toyota RAV4 PLUG-IN 2.5 HDF AWD-i, gentilmente cedido pela Toyota Caetano Portugal.
*não há rochedo que não tenha um nome





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